segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Eu te decorei

Ele chegou sem avisar. Ela olhou e não disse nada. Apenas sentiu.
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Sem pedir permissão e antes que ela pudesse perceber, lá estava ele entrando na sua vida e se alojando no lugar mais bonito.
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Tinha olhos de mel. Na cor e na doçura. E não eram apenas doces. Também era mágicos. E através deles se via a luz. E através dela se via a alma.
Mas de doce não eram só os olhos. Eram também os lábios, as mãos, as palavras que saim de sua boca.
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Conversaram, brigaram, sorriram e choraram (de tanto rir), já foram Peter e Anne, terapeuta e paciente, marido e mulher. Já foram até duas almas perdidas procurando algo em comum. Procurando um lugar onde viver não seja uma obrigação. Onde o amor seja recíproco e o riso necessário.
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Um dia ele a levou para ver as nuvens e elas eram macias e tinham gosto de felicidade. No caminho encontraram a Lua que sorria pra eles. Mas a Lua parecia Sol e, por um instante, tiveram certeza que era Sol e acreditaram tanto nisso que quando olharam não era mais Lua, era Sol.

A partir daquele dia eles deram as mãos e fizeram o pacto de andarem juntos na solidão de cada um.

Voltaram pra casa.
As mãos ainda não se soltaram.
Ouvi dizer que ela sempre pede em orações para que ele nunca a solte.

Porque se ele a soltar, ela não saberá mais o caminho para as nuvens.
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Porque ela não brilha se ele não brilhar.

decorar: guardar no coração.

domingo, 29 de agosto de 2010

a falta que ela faz

Ela: Lembrei de você dia desses.
Eu: Sério? Pq?
Ela: Pq assisti Amelie. Lembro que sempre falava dele.
Eu: Siiiiiim! Que mara!
Ela: E me lembrei muito de você.
Eu: *-*



E que continue se lembrando...pra sempre.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

conversa no banco

Era uma tarde fria, o sol espiava tímido através de nuvens densas e negras. A chuva já tinha cessado, mas as ruas continuavam desertas.
Flores encharcadas pelos pingos daquela tarde pareciam chorar. Mas eram silenciosas.
Andrew as colhia delicadamente e as pousava sobre o colo de Lauren.
-Essas flores estão molhadas e murchas, Andrew. Veja só, as pétalas estão caindo.
-Sim, mas mesmo assim são belas.
-Não entendo como flores mortas podem ser belas.
-Lauren, meu bem, as pétalas nada dizem sobre a beleza de uma flor.

quarta-feira, 10 de março de 2010

E não dando mais para se enxergar, se enxerga o outro.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Adoro acordar com frio. Fico com frio o dia todo.
Não sei se levo uma blusa (pra carregar provavelmente) ou passo frio, caso o sol resolva ir à manicure.
Ai, que raivinha desse tempo que não se decide.

Caí num buraco, é verdade. Não, não, numa depressão. (e olha sempre odiei relevos)
Mas tô tentando me recuperar.
Tô conseguindo.

E lá vamos nós para mais um dia...

sábado, 12 de setembro de 2009




Lágrimas escorrem...e caem.
Nas teclas, uma vontade. Que ele estivesse aqui.
Ele lá e ela aqui.

Eu queria que fosse simples.

Ele aqui.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

A minha vontade é de dizer o quanto eu o amo.
Tenho vontade de te dizer isso, escrever isso, gritar isso.

E não me importo com quem vai ouvir e se vai (ou não) gostar.
Não me importo com mais nada.
Só me importo com o que sinto.
E como sinto!

Sinto tanto que quase crio asas e voo em sua direção.
Eu voei na sua direção
mas voltei pq vc não estava
resolvi voltar outra hora,
e ainda não voltei.

vou voltar.
voo voltar
vou voar;
com você.

quero voar com você.